
Efêmera tem uma sonoridade que remete a Tropicália, mas vai muito além, os arranjos são bem minimalistas, aparentemente simples, mas extremamente sofisticados e harmonioso. O disco traz boas participações como Céu e Thalma de Freitas, bem sutis, mas que dão um tempero a mais no disco. A música que abre e dá nome ao álbum tem um ritmo bem envolvente, como um musical havaiano, e é a porta de entrada para o mundo de Tulipa. O momento mais calmo fica por conta da canção “Do amor” e a mais divertida “Pontual” brinca com a falta de pontualidade de alguém que perde a sessão de cinema, mas jura ser pontual numa próxima vez. “Brocal dourado” nos envolve num clima psicodélico e hipnotizante, já “As vezes” nos remete aos anos 80, e é, talvez, a mais pop do disco juntamente com “A ordem das arvores” , que eu simplesmente adoro, tem uma levada meio funk, cheia de grooves, é o momento certo para se soltar.
A música que encerra o disco “Só sei dançar com você” conta com a participação especial de Zé Pi(Druques), e fecha em clima de romance "Só sei dançar com você e isso é o que o amor faz...". Enfim, a variedade de estilos não prejudica a unidade do disco, pelo contrário, nos remete a uma série de boas sensações, é um verdadeiro remédio anti-monotonia.
Clique e ouça "A ordem das árvores":